domingo, 4 de novembro de 2012

Época dos Bichos


Começa o frio, começa a chegada de tudo quanto é bicheza para atacar as minhas crias. Já estou farta de me queixar. Acho que já não vale de nada. Eles vêm, instalam-se e pronto. E depois vão quando lhes apetece deixando mazelas, cansaço e noites mal dormidas...

Tem sido praticamente fim de semana sim, fim de semana não. A dobrar, pois claro, que estes bichos não andam distraídos.

Há maleitas mais fáceis de suportar, do que outras é certo. Esta que por cá se instalou trouxe febre e bocas carregadinhas de aftas. Trouxe também no reboque a falta de apetite e a perda do paladar, a falta de paciência e o choro de dor constante.

Há coisas piores? Há. Já sei. Mas se pudesse evitar que estes bichos malvados chegassem à minha tropa, evitava. 

A história das defesas, já me cansa de ouvir como consolo: "é da maneira que ganham resistência, ficam mais fortes e imunes"... Eu sei disso também, mas não há consolo que me baste na hora de ver as crias doentes.

Para já, é continuar com as papas, o leite creme, a aletria, os iogurtes, água e sopas de leite com bolachas Maria. Isto, nos dias melhores. De vez em quando. Porque o raio deste bicho é difícil de mandar embora. 

Haja paciência. Vai passar. 

faith hope love beach art


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Natal com coração

Todos os anos me surgem ideias de coisas e iniciativas que gostava de realizar. Depois entro naquele comodismo habitual e acabo por não fazer nada.
Este ano jurei a mim mesma que seria diferente. As ideias já cá estão mas falta-me organizá-las e pô-las em prática.
Sou apologista de que as crianças devem ser ensinadas a poupar e gerir o seu dinheiro desde cedo. Também considero fundamental que todos os pais partilhem com os filhos as dificuldades que sentem na gestão do orçamento familiar.
Basicamente acho importante que os miúdos aprendam e saibam lidar com o facto dos pais não lhes poderem comprar tudo o que desejam. Seja no Natal, seja em qualquer época do ano. Esconder as dificuldades só alimenta neles conceitos e noções erradas da realidade familiar.
Todos nós queremos o melhor para os nossos filhos. Às vezes deixamo-nos ir na "onda" deles e embarcamos numa viagem de gastos e compras supérfulas e até para além dos limites que tinhamos estabelecido. Muitos há, que com os presentes de Natal arrasam com qualquer tentativa de controlo orçamental.
É uma tarefa dificil, pois somos bombardeados (crianças e adultos) por todos os lados e de todas as formas possiveis e imaginárias. Resistir, por vezes, tem que ser o lema.
Se precisamos de um pretexto para controlar, condicionar ou mesmo alterar os nossos gastos desmedidos, que seja agora com a crise. Ela tem as costas largas e também pode levar com isto.
Aprendamos a gerir, controlar e regrar as nossas finanças. Mas primeiro, temos que mudar os nossos hábitos, os nossos ideais, as nossas ideias, a importância que damos às coisas. É uma questão de atitude. É dificil? Muito. Mas não é impossível.
Voltar a valorizar a máxima do SER em detrimento do TER.
Eu aqui me confesso, que apesar de não me achar uma gastadora compulsiva e ter uma noção de prioridades bem resolvida, também dou por mim a gastar em coisas que não devia, ou pelo menos que não devia comprar em determinadas alturas. Quem não o faz??
Mas também me orgulho de já ter parado para pensar nisto há muito. Não somente agora perante esta crise instalada.
As mudanças têm sido feitas mês a mês, ano a ano. Já consigo olhar para trás e ver que algumas aconteceram.
Por tudo isto, decidi que haverá regras para os presentes de Natal (oferecidos e recebidos)  neste ano.
Os presentes para os adultos, serão baseados em pequenas lembranças, dentro do possivel, feitos por nós em casa, ou então coisas que realmente sejam de serventia, ou prendas em parceria, como costumo chamar, que mais não é do que nos juntarmos a outra pessoa e comprar e oferecer a "meias". A lista de adultos a receber presentes também foi drásticamente reduzida.
Para as crianças, acabaram-se os presentes às dúzias para cada um. Apesar de não acharem grande piada à roupa como prenda, têm que passar a valorizar esses presentes, pois se os pais pouparem no orçamento com a compra de um casaco ou de um par de sapatos que possam ser oferecidos pela avó ou pela madrinha, óptimo!  
Sendo assim, decidi partilhar as minhas ideias, pois pode ser que influencie mais alguém. Ideias é o que não faltam por aí, agora falta meter os pés ao caminho!
Por alturas do Natal, surgem em catadupa iniciativas para ajudar crianças e familias com dificuldades. Sejam crianças que vivem em Instituições, ou não.
Fico feliz por continuar a haver quem se preocupe e continue a colaborar com tais iniciativas. São necessárias.
Mas eu este ano decidi fazer diferente. Não que o meu orçamento familiar não tenha sido abalado, como o de toda a gente. Também eu ainda não sei se receberei subsídio de Natal. Mas tendo em conta que já eliminei algumas despesas que costumava ter com alguns presentes, acho possível redistribuir as finanças de forma a poder ajudar, nem que seja pelo menos uma família. Proporcionar um Natal mais tranquilo, acolhedor e onde as suas crianças possam também dar gargalhadas e suspirar uns quantos aiiiiss, unnnns e ohhhhh  ao abrir os presentes. Tal como os meus filhos.
Não vou a nenhuma instituição. Vou escolher uma familia que esteja ao meu alcance, perto de mim, cuja realidade eu conheça.
Se pararmos para ver com olhos de ver, há tantas, certo? E aquelas que até à pouco tempo viviam razoavelmente e agora passam mais dificuldades.
Dificuldades silenciosas. Aquelas que ainda não lhes permitiram ter a coragem para pedir ajuda. E aqueles que infelizmente não têm ajuda de família? Não têm pais, sogros para dar apoio?
Pois. Neste Natal, comigo será assim.
(E que fique, aqui, bem assente que eu não acho que um queijo da serra, chocolates, frutos secos ou um bolo rei sejam bens supérfulos nesta altura. Todos gostamos, certo?)
Façamos Natal, então!
Angel Salt Dough Christmas Ornament / Peace Angel


sábado, 27 de outubro de 2012

O incentivo que me faltava..

Conversa no carro entre mim e o A. após um dia de escola:

Eu: Lembras-te daquela amiga da mãe que esteve em nossa casa no Sábado à noite? Que tinha uma barriga enooorme porque tinha lá dentro uma bebé??
Ele: Sim, lembro... (pensativo)
Eu: Pois, ela já nasceu, hoje de noite, por isso a mãe dela já não tem aquela barriga grande!
Ele: (pensativo) ahh (mais pensativo) Tu devias ser como a mãe do E. da minha sala!
Eu: Ai sim? E o que tem a mãe dele? Também tem um bebé na barriga??? (Eu a imaginar a lógica de raciocínio da conversa, já que falavamos de grávidas e bebés... ingenuidade minha.)
Ele: Não. É magrinha e fininha.
Eu: (Em estado de choque e quase a colapsar) Mas achas que eu sou gorda?????????
Ele: Não..
Eu: Então????
Ele: Só devias ser como ela, pronto!

Moral da história:

1. Eu sabia que já devia ter feito a dita bicla descer do sótão antes... 
2. Rais parta que não me lembro como é a mãe do dito cujo E. Tenho que averiguar, pode o meu filho estar com uma imagem distorcida da realidade, tenho que o ajudar.
3. Quanto mais não seja, foi o raio de um incentivo!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Resoluções de Outono.

A ver se é neste fim de semana que a bicla sem rodas desce do sotão.

Que preguiça. Até para a trazer para baixo, quanto mais pedalar nela.

Mas é preciso contrariar esta minha tendência para lontra. Qualquer dia não ando, rebolo...

Ó vida triste.
 
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Escolhas.

Em tudo o que fazemos, desde que acordamos até que o dia termina, somos convidados a escolher. Há escolhas que se fazem uma ou duas vezes na vida, outras que são diárias e acontecem quase de forma compulsiva.
 
Escolhemos os amigos, escolhemos os namorados, escolhemos o curso, a faculdade, escolhemos a pessoa com quem queremos partilhar a vida, escolhemos quando e quantos filhos queremos/podemos ter, escolhemos a terra onde morar, a casa onde viver, o carro que podemos comprar, a escola para os filhos, a roupa que queremos vestir ou a refeição que podemos comer...
 
A lista é infindável.
 
Mas existe uma escolha que se faz e é realmente para a vida.
Essa é a Verdadeira Escolha.
Essa vai condicionar cada uma das outras milhentas que fazemos no dia a dia.
 
Escolho ser boa pessoa? Ou escolho ser má pessoa?
 
Há quem o faça sem ter parado para pensar, assim a frio, na opção que fez.
 
Há uma linha que separa sermos bons, de sermos maus.
 
Uns pensam que a linha é tenue, outros juram a pés juntos que é clara e evidente. Acho que isso só depende dos valores de cada um e da sua noção pessoal de perceber qual a sua missão nesta passagem, ou viagem, ou o que quiserem chamar, à nossa exitência aqui no planeta mãe.
 
Neste momento, neste turbilhão de acontecimentos maus que o nosso país (e o mundo) atravessa, é preciso mais do que nunca, parar para pensar e reforçar a nossa escolha.
 
Precisamos de escolhas boas. A todos os níveis. Precisamos de pessoas boas. Precisamos de continuar a acreditar que ainda vale a pena. Precisamos de continuar a acreditar que somos nós os principais agentes de mudança.
 
Eu já fiz a minha escolha.
Não me arrependo.
Apesar de saber que nem sempre é o caminho mais fácil.
Uma coisa é certa: Se a escolha trouxer felicidade, não só para nós mas para quem nos rodeia, estou certa de que foi uma boa escolha. :)
 
Vou continuar a acreditar que (também) o Amor, faz o mundo girar!
 
Set of (3) Be Awesome Today, Make Your own Luck, Do Amazing Things - Wood Block Art Prints

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ainda não posso morrer, obrigada!

Há uma agenda da vida que está cheia de coisas para acontecer. Por isso não me venham cá estragar os planos assim do nada, ok?
 
Tenho montes de festas de S. Martinho para ajudar a preparar na escola dos miúdos, Peças de Teatro de Natal para assistir e deliciar-me com as representações dos meus filhos perante um público.
 
Continuo desejosa por continuar a participar nas actividades, jogos e tropelias do dia da Mãe e do Pai e do Carnaval...
 
Continuo a querer ver os meus filhos a crescer, a fazer amigos, a descobrir os seus primeiros amores...
 
Continuo a querer ver a minha familia reunir-se por isto e por aquilo...
 
Continuo a querer provar e saborear os cozinhados da minha mãe e da minha sogra por muito mais tempo...
 
Pretendo continuar a adoçar a boca dos que amo com o meu maravilhoso bolo de cenoura...
 
Quero tanto ver os meus amigos e amigas e os seus filhos e filhas a serem felizes e a fazerem felizes tantas outras pessoas...
 
Quero muito continuar a ver passar as estações do ano, a receber o calor de braços abertos e o frio de braços protegidos pelo calor de quem amo e de quem me ama...
 
Quero tanto poder continuar a sentar-me no meu sofá, esperar um minuto até a minha querida Lisa vir aninhar-se ao pé de mim e deixar-me, passar-lhe as mãos no pêlo vezes sem conta...
 
Quero muito experimentar novos sabores, novas sensações, novas emoções daquelas que ainda estão para vir e nos fazem sentir vivos todos os dias, mesmo naqueles em que parece que só vegetamos...
 
Quero, quero, quero... é a minha vida por isso posso querer tudo o que me apetece. Nem que seja só simplesmente continuar aqui, a viver, a ver e a sentir tudo isto que disse e mais o que ficou por dizer...
 
Por isso, hoje, quero acima de tudo agradecer ao senhor que me apareceu após uma curva em contramão, o facto de não me ter acertado com o carro que conduzia a razoável velocidade.
 
Pelo menos mais um dia sei, que mantenho a esperança de que vou ter tudo o que quero.
 
Obrigada!

Bright Arrow words