Hoje ao fim da tarde passamos pela "boca de incêndio" que tem mesmo na entrada da escola e com a qual nos cruzamos todos os dias.
"Ó mãe o que é mesmo esta coisa?"
"É uma "boca de incêndio" que tem água para apagar um fogo se a tua escola ardesse..." (lagarto, lagarto, madeira, madeira)
"Se a minha escola ardesse?? ahhhhhhhhhhhhhh"
Naquelas milésimas de segundo olhei para ele e juro que vi uma pontinha de felicidade naquele olhar. Imagino o que ele estaria a imaginar. E não era nada de bom.
"Tu não querias que a tua escola ardesse, pois não?"
"Ummmm não. Acho que não."
(Pronto. Não me convenceu. Acho que a não adoração dele pela escola não chega a tanto. Acho.)
Já sabem como sou com as festas dos miúdos, não é? O que eu gostava de ser assim com outras coisas. Mas não consigo. É uma força que me invade. Não controlo.
Chego a pensar na futilidade da questão. Ando eu aqui a gastar energia, esforços e dinheiro numa coisa tão efémera como uma festa de aniversário. Mas que fazer? Adoro a alegria e a magia inerente a cada festa de aniversário de uma criança, especialmente dos meus filhos. E principalmente porque CELEBRAR A VIDA, pois é disso que se trata verdadeiramente, deve sempre ser o mote!
Depois de uns anos a pensar em festas para rapaz, obviamente que não vou mentir que estou completamente seduzida pelo mundo feminino destas coisas...
Preparar cada detalhe para a festa dos meus filhos dá-me alegria e motivação até para fazer as coisas banais do dia a dia. É um pouco aquela máxima de que "quando fazemos o que gostamos sentimo-nos realizados e felizes". Isto aplica-se a tudo. Até a uma simples festa de aniversário.
Há pessoas que têm imenso jeito, imensa imaginação e imensas possibilidades económicas para criar um momento mágico para essa data especial. Eu vou tendo imaginação, algum jeito, mas tento não perder a cabeça com gastos nestas coisas. Tento reaproveitar ao máximo, criar coisas que possam voltar a ser aproveitadas noutros momentos ou festas, invisto em coisas com valor sentimental e que valham verdadeiramente ser compradas, corro atrás de pechinchas e nunca uso nada que seja descartável, louças, talheres, etc, nem que implique ter que usar as louças emprestadas de familiares.
E tento imaginar um cenário que acho que os miúdos vão gostar e os vai marcar e deixar boas lembranças no futuro. Quero deixar boas memórias aos pequenos na lembrança e no coração. E espero que um dia reproduzam este investimento emocional nos pequenos deles e pela vida fora...
E faltam 11 dias!
(e já tenho algumas coisas lindas nas minhas mãos!)
Andou semanas a ameaçar, fez-nos ir ao dentista para confirmar e tudo. Mas o dia chegou! E a noite será esta. Chega a fada dos dentes pela primeira vez a nossa casa!
E agora? É melhor preparar-lhe alguma coisita pra comer? Um docinho? Se calhar deixo-lhe umas amêndoas da Páscoa, assim é solidária comigo e não me deixa engordar sozinha. Há por lá tantas ainda para aniquilar.
Desculpa lá qualquer coisinha e sê bem vinda fada!
(Ainda estava a ponderar pendurar o dente num fio de ouro e andar com ele ao pescoço... não??? Não.)
Este é um "Mãos à Obra" 2 em 1. Para além estarmos a colocar a criatividade em prática também estamos a reutilizar materiais.
Quase todos nós usamos velas aromáticas em casa. Hoje em dia grande parte delas vem em copos de vidro. O que fazem aos copos quando a vela foi toda consumida? Lixo? Reciclam? Ou reutilizam os vidros?
Deixo-vos as minhas sugestões, aquilo que faço em minha casa com os vidros das velas que uso.
Acho-o um material tão bonito e tão nobre, que me custa imenso simplesmente deitá-lo fora...
Quando uma vela chega ao fim, costumo raspar os restos de cera e lavo muito bem os copos.
Tiro-lhes rótulos e autocolantes que costumam trazer.
E depois é só puxar pela imaginação para pensar em novos fins!
Cá em casa servem para vasos exteriores de plantas na cozinha...
Dependendo da época do ano servem para colocar novas velas...
ou se conseguirem juntar vários podem ser utilizados para servir doces nas festas...
ou para usar na decoração da própria mesa, servindo de pequenas jarras...
Um sem número de ideias. Haja criatividade ou então uma simples pesquisa pela net!
Não gosto de chuva no Natal, pior ainda na Páscoa. Não rima, não combina, não casa. Páscoa é Primavera, sol, dias que ficam mais compridos, flores a desabrochar passarinhos em correrias e cantorias, é roupa mais leve, são limpezas a fundo, é arejar a casa e a alma, é passear, é plantar ou semear...
Nesta Páscoa não houve quase nada disto. Foram dias em casa, chuva sempre a cair, miúdos a precisar de correr à solta cá fora, nada de limpezas a fundo (a não ser umas poucas que fiz no meu perfil do facebook) e as plantas continuam ali todas num cantinho à espera de sair dos vasos e de passar para o jardim. E as maleitas. Eu e uma constipação. O miúdo com mais uma amigdalite. E das boas. Lá começamos um mês novo com ida ao centro de saúde e mais um antibiótico para cima do pelo. E é isto.
Valham-me os passarinhos que lá se vão ouvindo e a festa da Páscoa e o seus doces que juntaram a família à volta da mesa e do sofá!
Em Abril não quero mais águas mil, mas sim uma festa baril! :)