quarta-feira, 15 de maio de 2013

Dietas

7 dias
21 dias.
31 dias.
Drenantes. Chia. Bagas de Goji. Detox. Lactose. Glúten. Salada. Sumos. Carne vermelha. Músculos. Celulite. Massagem. Barriga. Flacidez. Calorias. Indice Glicémico. Indice de Massa Corporal. Refinado. Ginásio. Integral. Ligth. Orgânico. Fome. Planos alimentares. Etc. Etc. Etc.

Um mundo à parte. Até quando resisto??




 


 



domingo, 12 de maio de 2013

Nova etapa.

A pedido de algumas famílias, cá vai: este blogue passa também a estar aqui facebook

É uma experiência. Durará o tempo que me apetecer e enquanto me sentir feliz com mais esta abordagem.

Tal como o blogue a página no facebook será o reflexo das minhas coisas, dos meus pensamentos, daquilo que me apetecer dizer ou sobre aquilo me apetecer mostrar.

Maio é o mês do 1º aniversário do blogue, por isso, só podia ser agora. Esta é uma nova etapa. Conto convosco para me continuarem a alegrar os dias... Afinal de contas, não é para isso que os amigos (também) servem??


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Quando já não há imaginação para a felicidade.

A Declaração Universal dos Direitos da Criança, explica de uma forma resumida as necessidades básicas para um crescimento saudável, harmonioso e feliz de todas as crianças. Que bom que todas vivessem na pratica a realidade daqueles direitos. Muito há para fazer. E não nos podemos focar apenas no 3º mundo. De uma forma diferente mas igualmente prejudicial os países mais ricos conseguem fazer tão mal, às suas crianças, como os países mais pobres. Nesses há outro tipo de guerras, outro tipo de fome, outro tipo de necessidades. 

As nossas crianças vivem hoje uma realidade que lhes permite ter acesso a bens (necessários e supérfluos), a assistência, a cuidados essênciais. Há instituições governamentais e não governamentais que zelam para que os seus direitos continuem a ser tidos em conta e de forma a que exista justiça no seu dia a dia.

Bla,bla, bla. Já todos sabemos o país que temos, a sociedade em que vivemos, a realidade que todos construimos. Nem vou por aí...

Hoje dei por mim a pensar um bocadinho mais nisto e inevitavelmente a fazer comparações, a tirar ilações e a deprimir com as conclusões.

O nível de exigência das crianças actuais subiu para patamares impensáveis. Não me refiro aos patamares da alegria, do amor, da justiça and so on..

O patamar dos bens de consumo. Aqueles que nós pais, juntamente com toda uma sociedade empolada pelo consumismo desmedido, lhes faz crer que são necessários à sua sobrevivência.

Eu não me excluo e admito mea culpa, mea maxima culpa, porque facilmente, como mãe vou na onda.

Hoje num grupo de partilha do qual faço parte, uma mãe pedia ajuda/opiniões para presentes de aniversário para uma criança de 4 anos que segundo as palavras dela, TEM TUDO.

A minha primeira reacção foi a de consumo, lá está. Limitei-me a sugerir um apadrinhamento de um animal no Zoo, pois o que me apetecia mesmo era sugerir a adopção de um animal doméstico. Mas rapidamente me caiu a ficha e imaginei o dito animal a ser tratado apenas como um brinquedo e então as imagens mentais não foram as melhores e desisti. Não sugeri mais nada. Limitei-me a ver as sugestões que iam aparecendo de outras mães como eu.

Não posso dizer que estou abismada com o que li. Eu sei a realidade em que vivemos. Todas as sugestões foram directamente para a casa do consumo puro. Mas então se ele já tinha TUDO, parece-me que tudo o que diziam só podiam ser repetições. Ainda surgiram algumas coisas interessantes, como idas ao teatro e coisas assim... mas o que mais me deixou focada nem foram as sugestões, mas sim a origem de tudo aquilo. A pergunta da mãe. O que pode representar nos dias de hoje, uma mãe vir a público pedir ajuda para encontrar o presente ideal para o seu filho, que aos 4 anos,  já tem TUDO?? Juro que não tenho resposta. Isto é um problema social a meu ver e podia perfeitamente ser abordado por várias perspectivas, mas eu limitei o meu pensamento.

A minha filha mais nova só tem dois anos. Feitos de fresco. Claro que nunca nos pediu presente nenhum, não tem ainda essa capacidade. O irmão até aos 4 também nunca o fez, curiosamente. Todos os presentes que foram recebendo (incluindo os dados por nós, pais) foram de acordo com a observação das suas preferências. 

Os meus filhos não têm TUDO, materialmente falando. Estão mesmo muito longe disso, comparando com alguns amigos próximos. Mas vão tendo algumas outras coisas, que no meu entendimento de mãe imperfeita, acho que têm mais valor. Vão tendo quem lhes transmita valores, princípios, quem lhes explique o respeito pelo próximo, pela natureza e até pelas coisas. As suas e as dos outros. Têm um animal de estimação que foi resgatado no canil, em vez de comprado e que aos poucos lhes vai ensinando, sem eles darem conta, uma outra forma de amor.

Vão tendo amor, alegria, condições que lhes permitem ter saúde. E brincam. que é para isso e por isso que são crianças.

Quando chegou o aniversário dos meus filhos e me vi naquela situação de não saber o que lhes oferecer, não era por não ter oferta suficiente, ou por não ter boas ideias. Foi simplesmente por ter a certeza que era apenas mais uma coisa e que não precisavam dela para continuarem a ser felizes.

Destas vezes em que não soubemos o que lhes oferecer, limitamos-nos a oferecer-lhes a festa de aniversário, que lhes marcou a memória. O dia em que partilharam alegria com a família e os amigos mais próximos. O dia em que mãe e pai se esfalfaram a criar um ambiente de festa que lhes proporcionasse alegria suficiente de forma a que não sentissem falta do tal presente que não lhes demos. (E na realidade, inevitavelmente recebem sempre imensos presentes oferecidos pelos amigos e família).

Confesso que ainda estou centrada no facto de alguém achar que uma criança aos 4 anos TEM TUDO. 

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Trilogia completa.

A parede ficou finalmente completa!

Dia do Pai

Dia da Mulher

Dia da Mãe

Obrigada Cátia! A MOD faz-nos sonhar... 





Entretanto houve mais uma parede que ganhou vida, ou melhor ficou ZUGada! :)


Haja paredes. E sonhos. E alegria.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Férias rimam com...?

Com quase tudo aquilo que eu disse que faria nesta semana e não fiz.

Uma semana de férias que até começou muito bem. Valeu pelo fim de semana, que foi quase perfeito (tirando o episódio triste chamado Izzie). 

Tantos planos que se evaporaram com a porra de uma constipação que está a dar luta. Estou praticamente sem voz. Estou constantemente com dor de cabeça, porque simplesmente tenho que fazer um esforço do outro mundo para que esta malta cá de casa me ouça e me obedeça. Cruzes, que filme. Estou a ficar sem paciência nenhuma. 

Férias em casa são sempre sinónimo de cansaço. Viver 24horas por dia a vida de casa/filhos, é bom mas definitivamente não é para mim. Muito menos doente, que me tira a energia e a vontade de fazer o que quer que seja. E o raio do tempo também não ajuda. Chuva, chuva, chuvinha vai cair naquela praia... mas não na minha .

Aqui na "aldeia" abriu um mini-mercado. Coisa para dar que falar cá em casa. O meu filho que é também filho dos hipermercados, não conhece outra forma de fazer compras. Para ele, este novo espaço comercial estava há dias a fazer-lhe uma comichão, que só visto. Hoje lá lhe fiz o gosto e fomos às compras.

Fui com o objectivo de comprar frutas, legumes frescos e iogurtes (que isto de uma casa cheia dá cá um prejuízo) e acabei por trazer sabores da minha infância. Maravilha. Realmente há um encanto nestas coisas que até eu já me tinha esquecido. Biscoitos regionais. Tinha que ser. Barquinhos da confeitaria de sempre!


Também vieram fidalguinhos e um pão doce típico de Resende e a fazer lembrar as suas "cavacas". Tudo fresquinho e maravilhoso. Alguma coisa tinha que fazer frente a esta neura instalada.

Às tantas estávamos sozinhos com a senhora da mercearia. Eu, ela e o meu filho. E uma mosca varejeira. Coisa que não é vista no hiper e despertou o interesse do rapaz. Não descansou enquanto, junto com a merceeira, não a correu dali. Só visto.

Viu a fruta com outros olhos, correu o espaço de ponta a ponta e faltou-lhe um bocadinho assim, para pedir para entrar no armazém. Perguntou baixinho e com vergonha pela prateleira dos carrinhos :) e achava que as cebolas estavam podres, pois tinham terra na casca.

Amanhã se tudo correr bem é dia de vacinas com a nossa Lisa, prevejo outra mini aventura em terras de veterinário. Aguardemos! 

Music in my head XXII



Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos

Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta

Vem que o amor
Não é o tempo
Nem é o tempo
Que o faz
Vem que o amor
É o momento
Em que eu me dou
Em que te dás
Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ser um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia

Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
E a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu sou melhor que nada

domingo, 5 de maio de 2013

Fim de semana tosta mista: Parte do Fiambre

Hoje era dia do tão esperado : Todos por um - Porto!   O dia de lutar mais uma vez pela saúde do pequeno Rodrigo. "Juntei-me" a uma equipa composta por pessoas que não conhecia de lado nenhum, mas onde reinava um objectivo comum. Ajudar um menino que podia ser filho de qualquer uma de nós. 

O dia especial dava o mote e o povo do Porto não hesitou. 

Corações grandes como sempre. Corações que respondem sempre à chamada de quem precisa de ajuda.

Ainda não sei dos resultados, a não ser do número de inscritos como dadores e apesar de não termos chegado a números idênticos aos de Lisboa, (as condicionantes também marcaram a diferença), valeu muito a pena! A alegria, a partilha, o amor e a ESPERANÇA, que se fez sentir e que pairava no ar, desde o dia em que se começou a fazer contactos ou a "arrumar" a casa, para a festa!

Há 3 dias que ando a explicar ao meu filho quem é o Rodrigo e o que lhe estava a acontecer e porque era necessário fazer uma "festa" destas para o ajudar... Mesmo assim foi inevitável! Quem ele queria ver era a Estrela" do evento: O pequeno Rodrigo! Perguntou vezes sem conta onde é que ele estava e se aquela casa era dele, porque não aparecia? 


O meu objectivo, tal como combinado, era ficar por lá todo o dia. Mas há coincidências tristes que mudam os nossos planos.

Há precisamente um ano chorei baba e ranho por numa distracção  ter atestado o carro a gasóleo, com gasolina. Futilidade.Hoje chorei porque de manhã ao acordar dei de caras com um cenário triste.

A nossa querida Izzie , jazia dentro da sua gaiola. Lá se foi toda a motivação. Era só uma coelha. Nem se sequer era nossa. Estava cá provisoriamente até recuperar. E agora ficou o sentimento de culpa. Onde terei errado? O que terá acontecido para não aguentar, agora que já estava a recuperar, já comia, brincava, corria escada abaixo, escada acima. Até a Lisa, já se habituara à sua companhia e às correrias nocturnas...



Lá fui ao Todos por Um, com o coração apertado e a pensar em como ia resolver aquela situação. Acabei por vir embora e descobri que por mais que a gente pense que sim, nunca estamos preparados para o fim. Mesmo que de um animal se trate. 

Bolas. Ironia de um raio. Izzie, espero ter feito o que podia, por ti.

(As crianças pensam que a Izzie foi passar férias a casa da prima. Adiei o problema, eu sei. Mas não queria que ficassem com este episódio triste associado ao Dia da Mãe e ao Dia do Rodrigo.)



Fim de semana tosta mista - Parte do queijo

Aquela frase tão certa que diz "que para morrer, basta estar vivo", faz-me usá-la e adaptá-la hoje da seguinte forma: "para estar infeliz, basta estar feliz".

Dois dias de emoções fortes. Boas e más.

Se este fim de semana podia ter sido apenas de (re) encontros, conversas adoráveis, partilhas, visitas, passeio, ajuda, solidariedade, mimo? Podia. Mas não foi.

Um sábado em cheio, numa terra maravilhosa, com gente boa, amiga e com muita risota à mistura! Tal e qual um encontro de amigas na adolescência, com uma liberdade há muito desejada por todas. Em véspera do Dia da Mãe, quatro exemplares foram na onda da diversão e deixaram a norte, os horários controlados, as rotinas e a lenga-lenga da prole. 

Acho que pela primeira vez, ao fim de 5 anos e dois filhos, não estive com aquela sensação típica de parecer estar sempre a ouvir pequenos seres  (gritar ou gastar) chamar o nosso titulo mais poderoso. 

Eu diria que Coimbra não tem encanto apenas na hora da despedida! Esta senhora sabe o que faz. E o que fez saiu-lhe muito bem! Parabéns Sofia! 



Obrigada 4D e Casa do Mercador porque a coelha Maileg já mora cá em casa! A sua dona está encantada e entendem-se muito bem, provavelmente porque são do mesmo tamanho! :)


Que dia!!!!!! <3 <3<3

(continua...)