quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Halloween e a bruxa que há em mim...

Nunca liguei a este tema a não ser nas aulas de inglês nos tempos de escola secundária, porque lá se faziam umas actividades para comemorar. Obviamente que quando se tem filhos as coisas mudam e esta é mais uma delas!
 
Por isso, ontem começamos as comemorações lá por casa. Já se decoraram alguns espaços, fizeram-se bolachas para o miúdo levar para a escola e lá foi ele todo contente mascarado de esqueleto.
 
A irmã será uma diabinha se o fato ainda lhe servir, caso contrário encarnará uma pequena aprendiz de bruxa.
 
Não fosse a formação que tenho até às 22.30 hoje, também libertava a bruxa-mãe que há em mim... a ver vamos.
 












domingo, 20 de outubro de 2013

Afinal a chuva não veio e nós agradecemos!

Um fim de semana mais calmo, com mais tempo para mim e para as minhas coisas. Crianças que dormiram sestas longas. Almoços e jantares em sítios agradáveis e especiais. 

Passeios a pé. Paisagens de cortar a respiração. É o nosso Porto e os seus recantos.


Claro que quando é assim o tempo voa.











Boa Semana!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Colapsando.

Cada dia que passa lá se vai mais um bocadinho da minha sanidade mental.

A energia vai falhando, as coisas vão ficando por fazer. Por dizer ou por perguntar.

Cada vez sou (só) mais mãe em vez de mulher. Cada vez sou (só) mais mãe/empregada em vez de mulher, assim é que é. E o problema é que isso definitivamente não faz de mim melhor mãe. Pelo contrário. E eu nunca quis apenas isso para mim.

O cansaço, a rotina, as surpresas que vão surgindo e que nem sempre são as melhores, o desânimo e desmotivação com o trabalho, a desilusão com as pessoas que nos rodeiam....

A inércia instalada tem um poder sobre mim cada vez maior e isso não me deixa conformada mas também não me instiga. É uma chatice pegada ser assim.

É terrível ter plena consciência dos nossos problemas, saber exatamente o que devemos fazer e os caminhos que devemos seguir, mas depois não conseguimos. Não mexemos uma palha para mudar.

Poderia voltar a referir a velha máxima do "sair da zona de conforto" e justificar-me com isso. Mas não. Nem isso é. Vontade de sair dessa zona protegida eu tenho, mas o que será afinal que me limita os movimentos, as decisões, as resoluções? Ai a porra. Que depois só me apetece dizer palavrões para exorcizar esta minha angustia.

Se há uns anos me dissessem que me tornaria nisto, eu ria-me bem alto lá de cima da confiança que tinha na minha pessoa. Não falo daquela confiança suprema de que algumas pessoas padecem, que as torna seres insuportáveis e que se julgam acima de tudo e todos.

A minha confiança sempre foi uma confiança de pés assentes na terra. Uma confiança consciente de defeitos e virtudes e das capacidades que tinha para mudar ou para fazer acontecer. Fosse comigo ou com os outros.

Não sei. Se calhar já comia algo doce e reconfortante para ver se estes pensamentos do demónio me largam.

Antes que colapse por falta de açúcar ou mesmo por insanidade pura.


[O que eu admiro essas seitas do "coaching para tudo e mais alguma coisa". E invejo. Porque sei que ajudam, mas nem assim me movo.]

Olha porra outra vez.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Vitória, Vitória mais da tua história!

A nossa pequenita foi uns dias de férias para casa de uns amigos. A Mia, a gata dessa casa que está habituada a ser filha única também não gostou muito da hóspede. Mas ela foi muito bem tratada e a mim deu-me muito jeito esta ajuda de quase uma semana. Obrigada Vera.

Hoje quando fui buscá-la, pareceu-me maior e mais despachada. Está um doce e a ficar com um pêlo muito bonito.

Fomos as primeiras a chegar a casa e estava a Lisa à nossa espera. Lá esteve em silêncio a cheirá-la e a rondar a cesta. Bufou-lhe uma vez e depois sempre que podia lambia-a!

Entretanto fui fazer o jantar e ia espreitando para ver se estava tudo bem. E esteve até ao momento em que deixei de ver a Vitória...

Corri e encontrei-as neste preparos... confesso que não sei se a Vitória estava a gostar. Já a Lisa parece-me ter adorado...





Drama Queen.

Então e hoje que é o dia da Saúde Mental? A minha já viu melhores dias.

Sou louca todos os dias. Faço por isso. Dá muito trabalho. Mas há dias em que não consigo. Porto-me como gente normal. Um seca.

E depois ando aí pelos cantos. Sinto falta da minha loucura. Da minha bipolaridade saudável. (amiguinhas da psicologia livrem-se de vir dizer que as minhas teorias não existem)

Por isso às vezes também me armo em drama queen e sofro com o que não devia.

A loucura não é fácil, que julgam? 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Nós.

Tivesse eu o dom de te escutar. Tivesse eu o dom de te amar. Assim sem amarras. Sem medos. Se eu fosse o vento corria livre pelo teu respirar. Sugavas-me. Respiravas-me e eu deixava. 

Vejo-te mas não te sinto. Ouço-te mas não te reconheço o timbre. A tua voz sai macia, lenta e recorda-me um embalo.

O embalo do teu abraço quente. As mãos que já me arrepiaram e me afagaram. As mãos que me afastaram os cabelos do rosto e me deixaram ver-te.

Ver o reflexo dos meus olhos nos teus. E esquecer o mundo. Para lá do nosso olhar cúmplice o mundo roda [a correr]. Mas aqui, no meio dos nossos colos quentes e entrelaçados, o tempo e o mundo abrandam só para nos deixarem aproveitar a fugacidade desse momento.

Nós que sempre fomos um do outro, mas nem sempre soubemos.

  

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Vitória, Vitória começou a história.

A "nossa" Vitória está óptima. Linda, branca, bolinha de pelo e com olhinhos que já aparentam ser azuis. Já lambe as patas, já faz ronrom, já nos segue com o olhar e é muito curiosa.

A Lisa ainda não se deixou convencer. Deixa-nos tristes e apreensivos. A veterinária diz que mais dia menos dia o instinto maternal dela vem ao de cima. Eu acho que já passou uma eternidade e não vejo grandes mudanças, para além de já se chegar mais perto para a cheirar.

Os dias não têm sido fáceis. As minhas rotinas diárias já de si são complicadas, com kilometros para trás e para a frente. Agora inevitavelmente tenho que dar mais algumas voltas porque para além de deixar miúdos na escola e na avó, é preciso também deixar a bichana na casa da "ama". Continua a ser preciso acordar de noite para lhe dar o biberão e isso confesso é a parte pior. Voltar a essa experiência não estava nos meus planos.

Não é suposto um animal precisar dos humanos nesta fase. Dependeria da mãe e aprenderia com ela e com a restante ninhada tudo o que precisa para ser uma gata e comportar-se como tal. Certamente pelo facto da vida dela ter tomado um rumo diferente ela também será uma gatinha diferente... mas para isso ainda temos que esperar.

Confesso que tenho andado numa ansiedade tremenda. Mais um animal em casa não estava nos nossos planos. A chegada da Lisa foi por volta desta altura, mas do ano passado, já foi um grande acontecimento e uma atitude mais que pensada. A Lisa não foi comprada, nem foi uma gatinha que veio bebé cá para casa como a Vitória. A Lisa foi adoptada já crescida e isto fez toda a diferença. Cada animal que chega a uma família tem que ser devidamente planeado e deve ter-se em conta as características, as condições, a disponibilidade e o amor que existe para ele. A Lisa corresponde na perfeição às características da nossa.

[Nem vou falar no abandono de animais. Nem vou falar da inconsciência dos donos de animais que não cumprem regras básicas como por exemplo a vacinação, o uso de açaimes, a colocação de chips e a esterilização dos animais. Esta última, por ser realmente a mais dispendiosa de todas, faz com que as pessoas facilitem e depois temos um descontrolo total na reprodução dos animais. As pessoas esquecem-se que quando uma gata ou uma cadela, por exemplo, fica grávida, não vai ter apenas uma cria, mas sim uma ninhada. Logo o problema vai aumentando exponencialmente .]

A Vitória veio numa altura complicada. Numa altura em que eu tinha planos para outras coisas. Numa altura em que cada um de nós cá em casa ia começar novos projectos. Sem dúvida que tendo em conta a dependência dela por nós (por mim, essencialmente) vamos ter que adiar algumas. 

Sim é só uma gata vadia. Mas não foi uma gata vadia qualquer. Lutou pela sua sobrevivência e eu não consegui não ajudar. Agora o futuro é um dia de cada vez. 

E o nome dela? Só podia ter sido este!

[Obrigada à Ana, à Xana e à minha sobrinha por me ajudarem. Foram e são preciosas!)