quarta-feira, 24 de junho de 2015

Caminho de sempre.

Um dia desces a rua. Como todos os dias, anos a fio. Olhas para trás e já não reconheces o caminho. Assustas-te com essa sensação do desconhecido, de desconforto, de insegurança. Então voltas ao inicio e voltas a percorre-lo devagarinho para perceberes o que mudou. Estranho. Está tudo igual. Mudaram, as cores das fachadas, mudou o piso, mudaram algumas pessoas. Mas o caminho está igual. O mesmo desenho e a mesma distância. 
Depois olhas para ti. Com calma, com atenção. Procuras meticulosamente pelos sinais que possam ter provocado essa mudança e de rompante percebes que não te reconheces é a ti, porque o caminho na realidade esteve sempre lá de igual forma.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Na dúvida, vai. (e ama)

Vai. Não fiques aí parado. Avança e cumpre.

No amor, caminha com certeza e segurança.

Desorienta-te mas só com a força da imensidão que é o meu amor. [por ti]

Na dúvida, vai. Sem medo. Ama. Sem medo. Faz. Sem medo. Sempre.

Avança.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Rua acima

Esperei por esse dia. 

Depois corri rua acima e esperei por ti. Sentei-me naquele banco de jardim. O nosso banco de jardim.

Eu gosto de chegar antes. De esperar por ti. De te ver a aproximar. Meço os teus passos, olho o teu jeito de andar. Depois levanto-me num impulso e recebo-te com um abraço. Como sempre.

[Provo a tua pele gelada. Arrepio-me e deixo-me seduzir como de costume.]

Vale sempre a pena esperar por ti e correr rua acima para chegar primeiro.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Um tempo dentro do tempo.

Aquele que corre sem parar. O tempo que o relógio conta sem pestanejar. Esse que não dá para parar, acalmar ou segurar.

Mas depois há outro. Um só meu. Um que corre na minha cabeça, no meu pensamento. Nesse sou rainha e senhora. Dona. Proprietária. Mando e desmando. 

Por isso, hoje decido que ele não avança a correr. Vai demorar tanto quanto me apetecer estar embrulhada no teu colo. Tanto quanto me apetecer sentir o teu bafo quente no meu pescoço, na minha pele. Tempo para sentir arrepios de felicidade sem pressa. Tempo para te sentir.

E às vezes o tempo é o que fazemos com ele, mesmo que seja apenas na nossa cabeça. 

Neste meu tempo quem manda sou eu.


(e sim, ainda cá estou)