segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Eu e a TVI - parte 2

Já disse que não gosto de ver a TVI. Raramente a TV está lá, a não ser que eu saiba de antemão que vai passar alguma coisa que me interessa. 

O programa Secret Story é daquelas coisas que de tão deprimente e baixo, nos cativa e amarra por não querermos acreditar que possa existir gente assim. 
No fundo, pessoas assim, todos nós conhecemos. Pessoas assim, todos nós aturamos. Uns mais que outros é certo mas que os há, há.
Difícil mesmo é juntá-los todos numa casa e assistir às suas conjugações explosivas.

O único programa que segui com alguma atenção foi mesmo a última, a 3. Agora inevitavelmente comecei a ver este especial. 

Vejo apenas ao domingo quando é em directo. Nunca vejo durante a semana. Talvez por isso, fique tão chocada, porque se visse mais vezes, já estava mais preparada psicologicamente. 

Não sei se esta minha postura de ver apenas para criticar é a mais politicamente correcta. Não será. Mas não o escondo e admito com tristeza que só posso ter um fraquinho por coisas tristes. Vou atribuir esta culpa às nossas origens mediterrânicas e principalmente ao fatalismo tipicamente português. 

Agora, estou ainda lúcida o suficiente, para dizer que desta vez a TVI exagerou e não olhou a meios nem a ética de lado nenhum para jogar as cartas que jogou. 

Audiências que pagam tudo. E é só.

A culpa é nossa que alimentamos isto tudo. Eu também me incluo. Será mesmo isto um espelho da nossa realidade? Mesmo que seja só de parte dela? É o mais certo.

Provavelmente a crise também é culpada disto. Preferível ver esta desgraça que as pessoas sabem de fonte segura ter um fim anunciado, do que ver as desgraças reais que não têm prognóstico, nem no fim do jogo.

 

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