sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Memórias...

No meu tempo [ :) ] os meus livros da escola eram "forrados", era assim que se dizia, com papel de embrulho. Normalmente guardavam-se os papéis dos presentes que sobreviviam e ficavam em bom estado. Motivos infantis ou florais. Depois, evoluiu-se para o papel  de embrulho comprado. 

Ir à mercearia do Sr. Luís escolher as folhas de papel marca Ambar, era quase tão emocionante como escolher a mochila, ou os lápis de côr...

No fim de encadernado a minha irmã colava-lhes umas etiquetas rectangulares onde escrevia o meu nome e identificava a disciplina.

Aí por volta do 3º ano chegaram os rolos de plástico transparente com motivos coloridos (ainda sem cola) e foi assim o delírio! Lembro-me de adorar especialmente um que era transparente com riscas oblíquas em rosa neon, ou algo parecido... Depois vieram os bonecos, as flores, as pintinhas...

Pensando bem, acho que só encadernei livros com plástico autocolante, por volta do 5º ou do 6º ano. 
Evoluiu-se mais uma vez, mas perdeu-se algum encanto. E o que nós (eu e a minha irmã) desesperávamos com as bolhas no plástico... é melhor nem lembrar!

Agora até já há kits todos xpto para encadernar de uma forma cool e rápida.

E agora que penso nisto, também chego a outra conclusão: qual a razão porque tratávamos tão bem os nossos livros escolares, naquela altura?? 
Simples. 
Eles eram realmente para se estimar, pois passavam de mão em mão ano após ano... para os primos, irmãos mais novos, vizinhos... Os livros durante alguns anos eram os mesmos e voltavam a ser reutilizados até ao desgaste quase completo. Morriam cheios de vida! 

Hoje vivemos o drama dos livros que têm que ser renovados todos os anos, que já não servem para ninguém na família... e os custos. Os elevados custos que representam para a maioria destes agregados familiares. E já nem me atrevo a falar em lobbies e negócios que ajudam a sustentar editoras à custa desta despesa familiar...






2 comentários:

  1. O que nos vale é o que o país está em crise, senão já estou a imaginar termos que renovar os livros todos os meses.

    E passar a usar documentação electrónica em vez de papel? Isso é que era... utopias bem sei.

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  2. Olá linda!
    Gostei tanto de relembrar a forma como forrávamos os livros!
    Que saudades!
    Beijocas

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