segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Dias

O sabor igual dos dias em que não te vejo. 

O bafo quente dos últimos dias de verão que me lembram sempre de ti.

A vida que rebola sem controlo e que às vezes lá se encaixa na normalidade banal do dia a dia.
Um dia pratico o desapego e noutros deixo-me embrulhar no superfulo e na futilidade.

Um dia bom e dois maus. Um dia assim assim e outro péssimo. Dias que correm e que se escapam pelo meio da barafunda da vida. Dias leves, dias de chumbo. Pesados e doridos capazes de esmagar os sonhos, as vontades e até a alma mais forte e valente.

Dias vazios cheios de gente e de coisas que só ocupam lugar. Dias ventosos, de chuva e de trovoadas estridentes que ecoam só no coração.

Dias assim. 

Dias.

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