quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Procuro um anti-vírus para minha casa.

Não é para o pc, não. É mesmo para casa. Daqueles que nos protegem durante um tempo dos bichos que teimam em não arredar pé das minhas crianças. E quando estiver a expirar eu renovo a licença e ele continua de prontidão e alerta à porta de casa.
 
Passado exactamente um mês desde a última invasão, eis que a segurança do forte foi novamente aniquilada e o inimigo ganhou terreno.
 
Temos sorte porque para este tipo de inimigos ainda vamos tendo armas.Menos mal. Mas confesso que mói, cansa, aborrece, desanima e nos deixa sempre a pensar que mais há-de vir por aí...
 
Desta vez o "bicho" é de natureza bactereológica o que quer dizer que toca a pegar na arma que mais nos custa usar - o antibiótico. Neste caso a única terapêutica recomendada.
 
Escarlatina. Coisa que eu também tive que ir investigar por conta própria, embora ultimamente se tenha voltado a falar dela e nos surtos que volta e meia aparecem bem perto de nós. Há 2 anos houve um no infantário do meu filho, mas ele ainda lá não andava.
 
Ainda existe e está boa de saúde, pelos vistos, ao contrário do que muito boa gente pensa.
 
É altamente contagiosa, tem um periodo de incubação curto, 3 a 4 dias, e basicamente trata-se de uma amigdalite/faringite grave, que provoca febres altas e pode desencadear uma intolerância à toxina gerada pela bactéria que depois provoca o vermelhidão e a descamação da pele. Curiosamente, também ao contrário do que eu pensava, nem toda a gente fica vermelha perante a doença, daí eu achar que facilmente podemos confundir os sintomas com uma gripe ou algo do género.
 
Como era possivel então a minha princesa ontem, assim do nada, aparecer com todos os sintomas?? Quando cheguei a casa ao fim do dia ela parecia um pequeno monstro nórdico com um escaldão.
 
A pele dela parecia que a qualquer momento ia rasgar... felizmente não lhe causa tanto incómodo como faz parecer. Apenas alguma comichão que a médica dizia ser causada pela febre, pelo aumento de temperatura no corpo.
 
Diminuição do apetite e vómitos, são efeitos colaterais. Teve que ser hidratada oralmente até tolerar a ingestão sem vomitar. Paracetamol rectal e dieta leve e fresca. E colinho e mimo e muita paciência. E Fé, de que vai passar rápido.
 
(Aprendi, que passados 2 filhos e muitos supositórios introduzidos depois, eu, (e provavelmente a maior parte das mães) não sabe administrar os ditos cujos.
 Não é a extremidade ponteaguda que entra primeiro!!!!!! Valha-me Santa Ignorância, que eu sei usar um desfibrilhador, mas não sabia meter um supositório no rabo dos miúdos!!!)
 
O mais velho andava apenas com uma garganta inflamada desde domingo e estava por casa da avó a curar com mimo e antinflamatório. Só.
 
Hoje, como há temas que não gosto que me fiquem a criar macaquinhos no sótão, toca levar o miúdo ao laboratório de análises em vez de o levar ao médico. Zaragatoa feita na garganta e uns minutos depois o resultado: POSITIVO. Ele era afinal o suposto portador do bicho e deve ter sido ele a contaminar a mana. Como não teve todos os sintomas, confundimos com uma inflamação na garganta como é costume nele.
 
Resumindo: sai mais um antibiótico para a mesa 1.
 
E assim se vive neste Zoo querido do meu coração.
Despeço-me com amizade, até ao próximo bicho :)



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