quinta-feira, 12 de julho de 2012

Foi à escola e sobreviveu!

    *aviso à navegação: este post é longo mas certamente prazeiroso de se ler! :) *

Tenho vindo, ao longo desta semana, a fazer uma retrospectiva daquilo que foi o 1º ano lectivo do meu filho em meio escolar. Ok, ainda é somente a pré-escola, mas foi o início. O início do seu percurso escolar e que eu como todas as mães, quero que seja brilhante e principalmente que seja meio caminho para a sua realização pessoal e profissional.
Mas isso ainda está tão longe...

Para já foi uma aprendizagem para ele e para nós. Foi o sair de fininho debaixo das saias da avó e das asas da mãe.

Foi o princípio das amizades extra família... da exploração de um mundo à parte, de descoberta que só o meio escolar proporciona...

Foi a oportunidade de crescer mais um bocadinho nas experiências, nas relações com os outros e na partilha.

Não foi um ano fácil. Não foi uma adaptação fácil. Apesar dele gostar de estar na escola, da empatia com a educadora e auxiliares, havia e ainda há, um momento que lhe custa ultrapassar: a despedida na hora de chegar à escola. Começou por chorar, espernear-se, por fazer alguma chantagem, por me partir o coração, cada vez que saía da escola e o deixava naquele pranto e com aquela carinha de desespero a implorar que não o abandonasse. Só quem já passou por isto, sabe a a verdadeira sensação.

Como lidar? Não desanimar, não ceder à chantagem emocional e ter a garantia de que aquilo só acontecia naquele momento, que o resto do dia passava sem sobressaltos e com alegria na realização das tarefas e actividades.
Claro que eu saía todos os dias da escola quase de gatas a apanhar os cacos partidos do meu coração... acho que se for lá dar uma olhadela atenta no jardim, ainda por lá andam alguns...!
Fazer o quê!?
Ser mãe também é assim! (não se importar de constantemente apanhar os cacos do coração...)

Recordo-me agora, com a devida distância e capaz de já achar piada, de um episódio que aconteceu no segundo dia de escola: ele pediu à educadora para ir à casa de banho e ela autorizou mas pediu que um amigo mais velho fosse com ele, para que não se sentisse tão "perdido". O meu miúdo, estratega por natureza, mal pôs o pézito fora da sala, correu com todas as forças até à porta principal do infantário em busca do pai e da mãe... e só parou no portão da rua, porque este é alto e não tem o puxador ao alcance de crianças desertoras! Valeu a cozinheira que estava atenta e o viu a correr desalmadamente e foi em seu socorro!

Ao fim do dia a educadora engoliu em seco e lá ganhou coragem para contar esta aventura do miúdo... Apartir deste dia nunca mais aquela porta esteve aberta!

E pronto, foi um ano de aventuras, experiências novas e acima de tudo de felicidade. Eu quero crer que apesar de ainda hoje demorar 20 minutos a despedir-se de mim ou do pai à porta, ele está num sitio onde se sente feliz e querido.
E no fim de contas, isso é o mais importante!



1 comentário:

  1. Ehehe gostei muito da parte do "estratega", daqui por uns anos está ele a fazer isso para ir para as borgas à noite :P
    Grande A. :)

    carla

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